Muitas das decisões que nós tomamos influenciam mais do que nós mesmos.
Como assim? Quando eu decido descartar um resíduo em local inapropriado, eu vou contribuir para a obstrução do sistema de escoamento da minha cidade e o alagamento da minha cidade. Eu tomei uma decisão que vai afetar muitas outras pessoas negativamente. Nesse exemplo, a obstrução do esgoto funciona como uma externalidade, negativa, por sinal. É o efeito externo ao decisor. Dessa mesma maneira, quando eu decido estudar e me capacitar, pessoas alheias a esta minha decisão sofrerão efeitos dessa minha externalidade positiva.
Vamos agora trazer isso para o nosso contexto? A escolha de comprar um medicamento é de um cidadão, correto? Essa é uma escolha individual. E os benefícios dessa escolha também são individuais. Você, como cidadão, remunera o setor farmacêutico por todos os custos que eles tiveram para produzir esse item.
Mas, um efeito que é muitas vezes desconsiderado durante essa venda são os efeitos da poluição com o descarte inadequado desses itens. As decorrências da intoxicação de pessoas vulneráveis, do comportamento da fauna marinha, da resistência antimicrobiana… Toda a sociedade sofre os impactos da poluição causada pela indústria farmacêutica. E agora? O que fazer?! Será que agora eu vou ter que voltar para a vida pré-segunda guerra e não usar desse avanço de qualidade de vida? Não! De jeito nenhum. O que nós precisamos fazer é atuar nas externalidades negativas. E é ai que entra a gestão de resíduos! ❤
OBSERVAÇÃO: SE VOCÊ FICOU DOENTE É PARA IR NO MÉDICO E FAZER O QUE ELE
MANDOU.