Muitas pessoas negligenciam a importância de se classificar corretamente RSS pois não entendem os impactos que estes erros têm. Compreender este assunto não é apenas importante para você dominar a classificação, mas também para convencer outros profissionais do porque eles devem fazer um pouco mais de esforço – pelo menos inicial – para segregar corretamente.
Nossa lei classifica os resíduos de acordo com os riscos associados a estes pois assim é mais fácil de indicar quais procedimentos devem ser realizados a fim de se minimizar os riscos à saúde pública. Como assim? O grupo A é indicado para resíduos com riscos infectantes, pois as ações para o manejo de todos os resíduos assim classificados são semelhantes. Essa mesma linha de raciocínio vale também para as subdivisões do grupo e os outros grupos. Os resíduos são agrupados para facilitar a orientação de cuidados.
Então se você classificar incorretamente um resíduo, pode acabar direcionando-o para procedimentos de manejo que serão ineficientes
A segregação é a primeira etapa do gerenciamento de resíduos – e nela o profissional deve separar os resíduos de acordo com a sua classificação. Então se classificar errado, vai segregar errado!
Não é novidade para ninguém que se nós descartamos resíduos infectantes no coletor para não perigosos, pessoas podem ter contato com esse material e contrair doenças. E essa é um dos fluxos do descarte incorreto.
Muitos negligenciam os problemas que descartar “tudo” como infectante pode causar. Essa ação causa um aumento desnecessário no volume de resíduos perigosos. E quanto maior o volume de resíduos perigosos, maior deverá ser a frequência de coleta, o que sobrecarrega os funcionários e aumenta as chances de acidentes. Além disso, quanto maior for o espaço que esses materiais ocuparem, maior será a chance de alguma pessoa “esbarrar” e se acidentar. Sem contar com a inflação direta nos custos que essa prática causa. Resíduos perigosos devem ser direcionados para métodos de tratamento especiais, e estes têm custos por quilograma muito mais elevados do que aqueles classificados como “comuns”.
Ainda, não existe tratamento para resíduo perigoso sem impacto ambiental. É necessário, água, energia e/ou gás para promover o tratamento destes materiais e, portanto, encaminhar um material não perigoso para tratamento gera uma poluição completamente desnecessária.
Resíduos do grupo B precisam de cuidados especiais para não intoxicar pessoas e meio ambiente. E todas as recomendações legais para o manejo destes visam este objetivo.
Por isso que a etapa de classificação é tão importante!