No Blog Econosp de hoje, iremos falar um pouco mais sobre os resíduos de serviço de saúde gerados em Hemocentros, explanando os principais pontos referentes as tipologias geradas, assim como, o adequado gerenciamento dos RSS.
Bom, para entendermos melhor sobre o assunto, é importante que se entenda que um Hemocentro é um local no qual existe uma alta complexidade de perfil de geração de resíduos. Dessa maneira, estes locais são considerados grandes geradores de RSS apresentando as diversas tipologias de resíduos definidas pela Conama 358.
Você deve estar se perguntando agora como deve ser complexo o gerenciamento de resíduos nesses locais. Mais não se assuste! Uma vez que realmente compreendido como a gestão de RSS deve ser efetuada, não existe muito mistério. Como qualquer outro tipo de estabelecimento, a etapa mais importante para o sucesso do gerenciamento de resíduos é o engajamento dos trabalhadores. Lembrem-se que os profissionais que estão ali são essenciais e eles precisam entender isso!
Falando um pouco mais sobre o gerenciamento de RSS nesses locais, é importante caracterizar qualitativamente e quantitativamente os resíduos. Como sugestão, esta caracterização pode ser realizada por zona, pois assim será possível ter uma visão mais clara do que realmente é gerado em cada local e montar, com isso, treinamentos mais personalizados. O treinamento é muito importante, visto que, a segregação é 100% fruto do critério do profissional que está gerando o resíduo. E lembrando que muitas vezes o material não tem uma aparência “infectada” e mesmo assim, pode transmitir doenças.
E como deve ser feito a segregação? Bom, é importante entender as classificações e subclassificações da Conama 358 para RSS. Confira aqui o nosso material do Blog falando das classificações dos RSS e também o vídeo falando sobre as subclassificações do grupo A no nosso canal do youtube.
Para facilitar um pouco mais o entendimento, vamos aqui te dar uma ajudinha! Faça sempre essa pergunta: “Qual o possível risco associado com o resíduo?”
Resíduos do Grupo E (Perfurocortantes): Escalpes, lâminas de bisturi, agulhas, lamínula, seringas, pinças, ampolas, cateter, todos esses materiais deveram ser descartados na caixa descarpack.
Resíduos do Grupo B (Químicos): Remédios, ácidos, etc.. Esses materiais deverão ser encaminhados para tratamento. Lembrando que não precisa trocar a embalagem, pode descartar junto.
Quanto aos resíduos infectantes (Grupo A) muitas vezes são confundidos com os resíduos não perigosos.
Sempre faça a reflexão “Só é resíduo perigoso se houver o risco de disseminação de doenças” e para haver disseminação de doenças é preciso que o material esteja contaminado com secreções de pessoas potencialmente doentes.
Então, vai descartar algum material? Se questione se há alguma secreção. Se não houver, resíduo não perigoso. Lembrando que soro fisiológico, solução ringer e EPIs não expostas a secreções são resíduos do grupo D (não perigosos). Se houver, essa secreção pode ser de uma pessoa que tenha uma doença contagiosa? Bem, realmente não dá para saber se uma pessoa que vai doar sangue tem uma doença contagiosa. Então é importante pecar um pouco pelo excesso nesse momento.
Como muitos outros estabelecimentos de saúde, estes locais também geram muitos resíduos não perigosos. Sejam orgânicos, rejeitos ou recicláveis. Todo material reciclável que não teve exposição a secreções deve ser encaminhado para reciclagem, como as embalagens que chegam com os insumos para o local, bolsas de soro fisiológico, papéis de escritório, kits não utilizados.
Ficou com alguma dúvida? Confere o vídeo que fizemos pro youtube falando sobre os resíduos gerados em hemocentros.
Nós também elaboramos PGRSS personalizados para os mais diferentes tipos de estabelecimentos de saúde!
Saiba mais: natalia@econosp.com.br