Muita gente me pergunta: Natália, posso mandar o meu blister vazio para reciclagem? EU sou contra e eu vou te explicar aqui o porquê.
Blisters são aquelas cartelas plásticas que embalam o medicamento um a um – tendo assim contato direto com o fármaco. Medicamentos são resíduos químicos perigosos – assim como pesticidas – e a gente não pode ignorar que aquela embalagem que tem esse contato tão próximo pode estar contaminada com algum componente tóxico.
Isso significa que é necessário tecnologias mais $ofi$ticada$$$ para garantir que os profissionais envolvidos na reciclagem não sejam prejudicados.
Segundo os dados da WWF, o Brasil gera anualmente mais de 11 MILHÕES DE TONELADAS de plásticos – muitos dos quais não oferecem nenhum risco tóxico e têm uma reciclabilidade fácil mas acabam indo para aterros sanitários e lixões.
A quantidade de blisters produzidos no país não supera as 14 mil toneladas. Mesmo em hospitais, a geração de blisters não tem uma expressão muito grande quando comparada a outros materiais recicláveis nestes locais. Materiais que não precisam de tecnologias sofisticadas para não por em risco a saúde dos profissionais envolvidos.
Então, em vez de quebrar a cabeça e direcionar recursos para reciclar o blister, por que não focar esforços nos outros inúmeros materiais recicláveis que vão ter um impacto muito maior no nosso meio ambiente? Antes de pensar nos blisters, pense nas suas embalagens de materiais não perigosos.